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Fé e transcendência

4 de agosto de 2020 • Categoria: Jeito MAR(in)A de serOutrosPartilha que inspira

Para mim, existe algo que está para além da esfera material. Dessa esfera onde compartilharmos a minha existência e a sua.

Algo que, nossos 5 sentidos, não acessa, não capta.

Sinto lhe informar e sinto constatar: mesmo com nossa exímia capacidade racional e com toda evolução científica de nossa espécie, podemos, até os dias atuais, afirmar que NÃO fomos biologicamente programados para conhecer e entender totalmente os mistérios da vida.

Bom, o que vou apresentar aqui, pode não servir para todos. Mas, para mim, é uma via para que supre essa incógnita.

Falo da fé e capacidade de transcendência.

Hoje, dia 4 de agosto de 2020, um grande amigo estaria completando 32 anos. O Léo.

Jovem e cheio de planos, nosso leãozinho, como era carinhosamente chamado por sua família, faleceu há 2 anos em um trágico acidente.

Na época, por um bom tempo, ficamos desolados e inconformados pela dificuldade de aceitarmos a sua partida.

(…)

E é justo no momento desse buraco, que a fé e o sentido de transcendência chegam de mansinho para nos confortar e fazer morada em nossos corações inquietos.

Conto-lhes uma experiência que, perpassada pelas lentes das minhas crenças e fé, vejo que ali tinha dedo do Léo, esse mocinho da foto abaixo.

Leo faleceu em 25 de fevereiro de 2018. Teve uma linda cerimônia na praia, onde seus amigos se reuniram, oraram e cantaram embalados pela música “Gosto muito de te ver, Leãozinho”.

Todos envolvidos pelas inúmeras memórias saudosas das experiências que tiveram a oportunidade de viver ao seu lado, num ritual de despedida (mais a sua cara impossível), seu pai lançou as cinzas do corpo cremado sobre o mar.

Cambaleando, quase caindo sobre as ondas, ele voltava para a areia, diante de uma “legião” de pessoas que, por meio de gestos e olhares únicos, lhe direcionavam afeto, conforto, compaixão.  

Eu faria de tudo para estar presente neste dia, mas a data foi definida muito perto e eu não consegui antecipar a minha passagem para voltar de São Luis, onde eu participava de um congresso.

Acompanhei por vídeo e escutei a partilha dos nossos amigos que estiveram presentes. Senti com eles.

Passados cerca de 2 semanas, no dia 15 de março, eu completava 31 anos e estava dirigindo a caminho da M. Simeão para atender uma paciente pela manhã.

Chegando próximo ao meu destino, ao puxar o fio do carregador do celular do orifício do isqueiro, o som do meu carro ligou sozinho.

Pensei: “Valha, que estranho. Talvez exista alguma conexão entre o cabeamento do carregador e do som.”

A questão é que, tirando o fato que:

– o som havia ligado sozinho;

– numa música bem gostosinha, no estilo de melodia que gosto;

– que eu NUNCA havia escutado;

– E justo no meu aniversário…

… todo o resto não passava de pura coincidência.

P-O-R-É-M, quando liguei meu “radar” para me atentar à letra da música, aí, meu amiguinho, já era coincidência demais para ser coincidência. Rsrs

Era a transcendência batendo à minha porta. E, sim, só podia ter dedo do Leo.

Como a minha intenção aqui não é convencê-los de nada, apenas contar sobre a minha experiência de fé e transcendência, deixo aqui a linda melodia que embalou a visita que suponho ter recebido de presente de aniversário.

Aqui logo abaixo, a estrofe que, eu tenho certeza, era o Leo falando comigo.

Virei água do mar, evaporei
E agora eu sou partículas de amor
Vento que sopra na crista

Bolha de espuma replica
Onde você estiver, eu estarei
Maresia no ar a te acompanhar
.”

Independente de eu estar ou não com ele naquela cerimônia, ele estaria conosco, para todo o sempre. Ele havia se tornado “água do mar, partículas de amor, vento que sopra na crista, maresia no ar, a nos acompanhar. Onde estivermos, ele estará.”

*Pós-experiência: Como já era de se esperar, virei fã do compositor dessa música ao conhecer suas outras melodias. E não bastando, encucada com a experiência que tive, perguntei por mensagem, através do insta dele, se ele havia elaborado a canção com este sentido (contei sobre a minha experiência por áudio). Para a minha surpresa ainda maior, ele respondeu que não. Nem mesmo o próprio compositor havia pensado num sentido tão belo e delicado como o que o Léo me fez ver naquele momento. Abaixo, compartilho com vocês a resposta afetuosa desse grande artista @lucassanttana

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